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Lógica de Programação: o começo de tudo

"Tenho lógica, logo existo..."


“Tenho lógica, logo existo…”

E assim começamos a falar sobre uma das áreas mais negligenciadas dentro e fora do campo acadêmico. É comum acessarmos trilhas de aprendizado diversas que iniciam SEM LÓGICA: o que é péssimo para os novos programadores e as soluções que logo terão de criar. A ciência da computação é, em suma, o raciocínio matemático aliado a lógica de programação. Programar é ditar de forma clara a máquina o que, quando e como fazer.

O cenário perfeito:

O programador inicia seus estudos focado em lógica de programação, contextualiza os ensinamentos com prática e logo em seguida passa às linguagens de programação. Ele, é claro, vai possuir 1 ou outra linguagem favorita, mas em determinadas situações sua linguagem de programação favorita não será a ideal para aquela aplicação específica. O que o programador deve fazer? bem, ele possui skills em lógica bem trabalhadas e agora, bastará ler a sintaxe da linguagem de programação que melhor se encaixa a sua necessidade e, é claro: qodar tal aplicação(não sem antes pedir alguns auxílios em portais como o StackOverflow).

O cenário atual:

Iniciamos os estudos manuseando linguagens de programação como Python, C, entre outras, sem antes possuir conceitos basilares como a lógica. Resultado: um favoritismo forte pela linguagem em específico e, é claro, a limitação de criar todas aplicações somente com esta. Lembrando que Python integra em sí outras linguagens com as libs Cython(C aplicado ao Python), Jython(java aplicado ao Python), RPython(R aplicado ao Python), entre outras. Se faz necessário domínio de 2 ou mais linguagens de programação? Depende de seu intuito. “Unicórnios”, como são conhecidos os Cientistas de Dados, devem dominar, pelo menos, 4 destas, incluindo Python, R, Scala e Java. Desenvolvedores Web geralmente dominam a Stack Javscript e seus auxiliares como HTML e CSS por conta das centenas de frameworks para a linguagem.

Primeiros Passos

Algoritmos: “Sequência finita de ações executáveis que visam obter uma solução para um determinado tipo de problema.”

Passos bem definidos para realizar alguma ação. Funciona como uma receita de bolo onde são listados os ingredientes e os passos exatos até a finalização da receita em sí. Você, ser humano ou ser humana, possui milhões de algoritmos internalizados e isto faz de você um ser único: como lida com frustração, como gera renda, como faz amizades: tudo são algoritmos: passos aprendidos anteriormente e executados conforme variáveis do ambiente.

Existem 3 formas tradicionais de demonstrarmos a lógica de um algoritmo, mas na verdade utiliza-se atualmente apenas 1, são elas:

  • Fluxogramas
  • Diagrama de Chapin
  • Pseudo-código/Portugol

Focaremos nossas energias no pseudo-código, afinal, as outras 2 formas não são mais ensinadas/utilizadas atualmente. Para testarmos nossa lógica é interessante possuirmos um programa para tal: nossa indicação é o Visualg(visualizador de algoritmos). Nele utilizaremos todas as figuras aqui expostas e você terá o prazer de conhecer essa ferramenta poderosa, criada por brasileiros e em seu idioma nativo: português do Brasil.

Visualg

Utilize o Google, faça Download e instale o Visualg em sua máquina. Depois disto, volte a esta página.

Ok, agora vamos começar.

A tela principal

Podemos facilmente verificar as 3 áreas principais do Visualg sendo:

  • ÁREA DOS ALGORITMOS, onde declaramos nossas variáveis, seus tipos, a estrutura de nosso algoritmo e o pseudo-código em sí.
  • ÁREA DAS VARIÁVEIS DE MEMÓRIA, onde a máquina armazena as informações para utilizar posteriormente em nosso pseudo-código.
  • ÁREA DA VISUALIZAÇÃO DOS RESULTADOS, onde nosso código apresenta as saídas, servindo como “console”.

A estrutura dos algoritmos

Ao iniciar o Visualg você se depara com esta janela com a estrutura básica do algoritmo, entretanto, com muitos comentários(frases em verde). Selecione e delete todo o conteúdo. Agora escreva “!” e em seguida selecione “CTRL+ESPAÇO” para que o Visualg preencha a estrutura básica de qualquer algoritmo, sendo:

  • algoritmo: local onde você insere o nome de seu algoritmo obrigatoriamente;
  • var: onde você declara as variáveis e o tipo de cada uma;
  • corpo: entre inicio/fimalgoritmo você insere seu pseudo-código;

 

Tipos de Dados

Antes de declararmos nossas variáveis, é essencial declararmos o tipo de dado da mesma, afinal, neste caso, o pseudo-código quer saber o que esperar daquela variável em especial. Os tipos de dados existentes também são encontados em outras linguagens de programação, possivelmente com outros nomes:

  • inteiro: define variáveis numéricas do tipo inteiro, ou seja, sem casas decimais.
  • real: define variáveis numéricas do tipo real, ou seja, com casas decimais.
  • caractere: define variáveis do tipo string, ou seja, cadeia de caracteres.
  • logico: define variáveis do tipo booleano, ou seja, com valor VERDADEIRO ou FALSO.

Variáveis

Para declararmos variáveis no campo “var” devemos especificar o tipo de dados recebido e na sequência utilizar dois-pontos para definição, como o exemplo que segue:

“var a: inteiro” (aqui a variável “a” espera receber um valor numérico inteiro como 5, por exemplo)

Utilizamos “<-” como comando de atribuição, declarando da seguinte forma:

a <- 5

Operadores Aritméticos

Raciocínio lógico aplicado através de lógica matemática, certo? assim, conheça os operadores: são essenciais.

+ Soma(quando valores numéricos, 1+1=2), concatenação/junção(quando presente em caractere: “Jonas”+”Jonas” = “JonasJonas”)

Subtração (10-1=9)

* Multiplicação (3*2=6)

/ Divisão (4/2=2)

^ Potenciação(2^3 = 8)

“MOD” ou “%” Módulo da divisão, ou seja, resto da divisão inteira(muito utilizado para verificar numeros pares/ímpares, 10%3=3)

Operadores Relacionais

= Igual

< Menor que

> Maior que

>= Maior ou igual que

<= Menor ou igual que

<> Diferente de

Operadores Lógicos

nao (nao verdadeiro = FALSO)

e (POSITIVO se ambos operadores forem verdadeiros)

ou (POSITIVO se um dos operadores forem verdadeiros)

xou (POSITIVO se ambos operadores forem diferentes; FALSO se ambos forem iguais)

Saída de Dados

escreva Use este comando para que o algoritmo escreva na sua tela

escreval O “l” em escreval significa “linha”, portanto, o algoritmo escreverá na tela e pulará uma linha

Entrada de Dados

leia Utilizado para receber do usuário dados

Condicionais

Nos blocos condicionais setamos o que a máquina deve fazer quando atingida determinada ação esperada. Exemplo: “se a idade da pessoa for igual ou maior que 60 anos, então envie a ela um desconto.”

SE/ENTAO/SENAO

“Se atendido X, então faça Y…”

SELEÇÃO MÚLTIPLA

“Se escolhido uma destas opções, então faça Y…”

Repetições

“Blocos que ordenam X repetições por Y vezes, fazendo Z…”

PARA/FAÇA

ENQUANTO/FAÇA

REPITA ATÉ

Pratique, afinal…

27 de novembro de 2019

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